Missa com bispos, padres e religiosos

Papa encoraja bispos e padres a promoverem a cultura do encontro

Francisco destacou três aspectos da vocação: chamados por Deus, chamados a anunciar o Evangello e a promover a cultura do encontro

Luciane Marins
Da redação

Na manhã deste sábado, 28, o Papa Francisco celebrou a Santa Missa, na Catedral de São Sebastião do Rio de Janeiro, com bispos, sacerdotes, religiosos, religiosas e seminaristas que participam da Jornada Mundial da Juventude.

Francisco disse que, ao ver a Catedral lotada de bispos, padres, religiosos e seminaristas do mundo todo, se recordou do Salmo do (Sl 66): “Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor”. O Papa disse que, com a mesma parresia (coragem) de Paulo e Barnabé, deve-se anunciar o Evangelho nos dias de hoje.

De maneira didática, o Santo Padre refletiu sobre três aspectos importantes da vocação: chamados por Deus, chamados a anunciar o Evangelho e a promover a cultura do encontro.

:: Íntegra da homilia

Papa Francisco celebra Missa na Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro

Papa Francisco celebra Missa na Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro

Ao refletir sobre o primeiro aspecto – chamados por Deus -, Francisco destacou que, mesmo em meio a tantos compromissos cotidianos, o vocacionado deve retornar à fonte de seu chamado. O Pontífice explicou que não é a criatividade pastoral nem as reuniões ou os planejamentos que garantem os frutos da missão, mas sim a fidelidade a Jesus. “E nós sabemos bem o que isso significa: contemplá-Lo, adorá-Lo e abraçá-Lo, particularmente através da nossa fidelidade à vida de oração, do nosso encontro diário com Ele presente na Eucaristia e nas pessoas mais necessitadas”.

Sobre o segundo aspecto – chamados para anunciar o Evangelho -, o Papa recordou um sonho que tinha na juventude, de ser missionário no Japão, para explicar que ser missionário não significa necessariamente deixar o país, a família e os amigos. “Deus me mostrou que o meu território de missão estava muito mais perto: na minha pátria”, recorda.

Por outro lado, Francisco disse que é preciso educar os jovens para a missão, para sair e ir ao encontro do outro. “Jesus fez assim com os seus discípulos: não os manteve colados a si, como uma galinha com os seus pintinhos; Ele os enviou! Não podemos ficar encerrados na paróquia, nas nossas comunidades quando há tanta gente esperando o Evangelho”!

Por fim, ao falar sobre o terceiro aspecto – chamados a promover a cultura do encontro -, o Papa incentivou os bispos, padres, religiosos e seminaristas a terem coragem de ir contra a corrente atual da cultura da exclusão e do “descartável”. O Papa defendeu que o encontro e o acolhimento de todos, a solidariedade e a fraternidade são os elementos que tornam a civilização verdadeiramente humana. “Temos de ser servidores da comunhão e da cultura do encontro.”

Francisco percorreu um trecho do caminho até a Catedral, de papamóvel, saudando e abençoando os fiéis. Por volta de 8h50, o Pontífice já estava no local e, antes mesmo de se paramentar para a Missa, cumprimentou e conversou com bispos, padres e religiosos na sua chegada.

Logo no início da Santa Missa, o Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, foi presenteado pelo Santo Padre com um cálice e uma casula.

Os cantos da Missa foram interpretados pela Schola Cantorum do Seminário Diocesano São José e pelo Coro Juvenil Arquidiocesano, acompanhados por jovens músicos moradores de regiões periféricas da cidade do Rio de Janeiro.

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